Um pouco da história da Maratona de Nova York

Enquanto nos preparamos para fazer “história” na Maratona de Nova York, vamos nos inspirar em sua longa trajetória.

No próximo dia 7 de novembro será realizada a 41ª primeira edição da Maratona de Nova York. Quem olha a dimensão de hoje, não pode imaginar que a primeira edição promovida pelo New York Road Runners, em 1970, contou com a participação de apenas 127 corredores, e destes, somente 55 cruzaram a linha de chegada. Nos primeiros cinco anos da prova, o trajeto era ao redor do Central Park, com os atletas dando várias voltas.

Seis anos depois, Fred Lebow, co-fundador da maratona, ampliou o percurso incluindo os cinco distritos de Nova York. Cerca de 2.090 atletas partiram de Staten Island passando pelo Brooklyn, Queens, Bronx e finalmente Manhattan. O novo trajeto teve a participação do bi-campeão olímpico de maratona Frank Shorter, atraindo a mídia e milhares de espectadores que foram às ruas para animar os corredores. Pronto! Lebow havia descoberto a fórmula que colocaria a competição no coração da cidade e atrairia o reconhecimento mundial.

Esta combinação única de atletismo, participação do público, e atenção da mídia internacional logo atraiu os melhores corredores do mundo. No final da década de 70, o boom da corrida de rua estava explodindo nos Estados Unidos e Nova York era o centro. Mais de 9.000 pessoas participaram da edição de 1978, quando a norueguesa Grete Waitz bateu o recorde mundial feminino da maratona, terminando em 02h32min30.

Vários recordes foram batidos ao longo dos anos, mas a Maratona de Nova York sempre foi mais que uma competição de velocidade. Em 1992, com o fim das sanções internacionais aos atletas sul-africanos, Willie Mtolo resolveu disputar a prova e a venceu, garantindo repercussão mundial. Quando Tegla Loroupe cruzou a linha de chegada no Central Park, em 1994, sua vitória provou que as mulheres estavam no mesmo nível de competitividade que os homens do continente africano. Ela realizou isso, em Nova York, e o mundo reparou. Logo as mulheres quenianas foram convidadas para outras grandes corridas de distância.

Em 2000, a New York Road Runners acrescentou uma categoria para cadeirantes na maratona. Hoje, a categoria é uma das mais competitivas do mundo, com a participação de mais de 200 atletas em cadeiras de roda. Além disso, uma grande variedade de atletas com deficiências diversas participam ativamente a cada edição.

Embora a maratona sempre tenha se caracterizado pela participação da comunidade local, com mais de dois milhões de nova-iorquinos indo às ruas para apoiar os atletas, esse aspecto da corrida ficou mais evidente em novembro de 2001. Menos de dois meses após os atentados terroristas de 11 de setembro, a Maratona de Nova York transformou-se em um ato de esperança e de renovação para os seus participantes, espectadores e todos os nova-iorquinos.

Marilson na Maratona de Nova York
Marilson na Maratona de Nova York

Mas a Maratona de Nova York não tem significado apenas para os americanos, uma variedade de atletas de todo mundo participam a cada edição, incluindo algumas centenas de brasileiros. O brasileiro Marilson dos Santos venceu duas vezes a prova, em 2006 e 2008 (em 2h08min43).

Hoje, mais de 40 anos após seu início, a Maratona de Nova York cresce em tamanho e lidera o circuito mundial de maratonas. Mais um motivo para acelerar os treinos, não é mesmo?!

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